sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Política & Cartões de Crédito

Farra dos Cartões Passou por Foz
Cidade foi ponto de parada do Cartão Corporativo

Era uma vez em Brasília, Capital retirada no centro do Brasil, rodeada pelo cerrado e por dinheiro, muito dinheiro, vivia uma linda donzela: Rapunzel Ribeiro. Ela, ministra da Igualdade Racial, se sentia solitária e desprezada pelos ministros brancos do reino. Um dia, ela recebeu do rei de Brasília um cartão de crédito.
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Decidida a promover sua igualdade, Rapunzel Ribeiro, também conhecida como Matilde, saiu pelos confins do Império a gastar. Por suas tranças subiram contas em restaurantes, aluguéis de carros, free shops além do próprio megahair que ela havia posto e pago com o cartão corporativo.
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Rapunzel Ribeiro morreu alguns anos depois. Na escrivaninha de seu gabinete, deixou uma mensagem póstuma: "Assim me recomendaram meus acessores. Deixo a vida e tudo de bom que há no planalto central pois nunca consegui o que queria. Meu novo projeto é promover o sistema de cotas para anjos negros. Lá, há muita discriminação. Anjos são somente os loiros de cabelos cacheados, olhos azuis e sem ficha na polícia. Tentarei no céu pois na terra não cosegui ser igual aos outros".
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Descanse em Paz


Ao ler a carta, a imprensa de Brasília constatou que Rapunzel Ribeiro estava errada. Ela, sem saber, havia se juntado ao alto escalão que forma o grupo dos compulsivos corporativos, o GCC. Gastos que vão de camelôs ao Copacabana Palace, passando pelas tapiocas, foram descobertos e a morte de Rapunzel Ribeiro ficou esquecida entre tantos babados que agitam a capital do Império.
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Foz do Iguaçu, uma pequena e calma aldeia do interior, conhecida por suas cachoeiras, teve agora lugar nas manchetes dos grandes jornais. Segundo dizem no reino, gastaram o cartão na aldeia com peixes, banana, shawarmas, entrada no carnafalls além da canja do Galo Inácio. Perto dali, o cartão também foi utilizado.
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No reino vizinho Paraguai, DVDs, cds piratas, ventiladores, computadores e cigarros de esterco constavam no extrato que chegou na casa do rei na Granja Torto. Sacerdotes querem interrogar os ministros sobre os gastos com o dinheiro dos súditos, apesar dos próprios também terem usado o cartão para comprar seus terços e batinas.
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Rapunzel Ribeiro, a Matilde, agora mexe e requebra no túmulo. Se ela soubesse que seria um dia igual a todos da cúpula do reino, não teria se enforcado em suas tranças nagô. Passado quase uma semana de sua morte, não há resquícios que Rapunzel Ribeiro, a Matilde, tenha deixado um pingo de saudade.