Travestis criam Cooperativa Têxtil
Cansados da rua, galpões podem ser a saída para a dignidade
O caso Ronaldo repercutiu também do outro lado do Rio Iguaçu. Na Argentina travestis se viram prejudicadas pelas Nuevas Ronalditas e lotaram os consultórios de psicólogos de Buenos Aires.
Como no Brasil, as travas argentinas são vistas como simbolo sexual, promíscuo e refúgio de maridos insatisfeitos com o consolo de suas esposas. Esbeltas, bravas e rocas, as porteñas se viram diante de um dilema: "Queremos ficar a vida inteira aguentando 'homens' como Ronaldo? A iniciativa recebeu o apoio de Andreia, a travesti fenômeno, que decidiu virar o jogo.
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Depois do código de convivência da Capital Argentina, que restringiu o trabalho às praças em homenagem a hérois comunistas, as travestis passaram a ver a fonte de seu dinheiro como ato de dignidade e através do Ministério do Trabalho criaram uma cooperativa têxtil ainda sem nome.
"Somos fruto dessa sociedade... não caimos do céu maquiadas e glamurosas, perversas e promíscuas... A sociedade deve admitir que somos resultados de suas qualidades e defeitos", diz Christina Dakuschiner, uma salteña de origem boliviana e lider do Sindicato das Trabalhadoras Transexuais da Construção Civil, a Sitratracc.A cooperativa é considerada uma vitória e, a meta, ambiciosa: Empregar no primeiro mês 30 meninas e até 2009 elevar esse número para 400 além de assumir o controle do mercado mundial da moda após a morte de Yves Saint Laurent.
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